Jambalaiá e banho de Chop
Era mais um sábado
normal! Mesmo com o clima mais frio e com temperaturas mais baixas, o sol
resolveu sair nesse dia.
Por mensagem de celular os três
mosqueteiros começaram a pensar em como eles poderiam
curtir aquele dia.
A principio a ideia era ficar mais
"de boa", talvez uma cervejinha em casa, acompanhado de um videogame.
Programinha mais light com os amigos.
Enquanto Menino ainda dormia, Zé e Bubu começaram as negociações
e resolveram se encontrar às 3 da tarde para decidir os planos
do dia. Os dois sentaram num barzinho e tomando um chopinho foram buscando opções.
O Menino deu sinal de vida, e estava indo a encontro dos demais no bar.
Já calculando que o dia poderia ser
longo, Zé do Pré resolveu ir até a
farmácia e comprar alguns remedinhos que ajudam a minimizar os efeitos
da bebedeira, no dia seguinte. Atravessando a rua no semáforo,
coincidentemente encontrou com o Menino passando dentro do carro.
Tomaram o último
chope e então o mais novo chegou cheio de maldade embutida e sugeriu
que eles fossem para um bar Primeiro e depois deixar a noite fluir. Por sorte
um amigo músico de Bubu estava tocando com sua banda de pop/rock –Jambalaia- num bar em Água Claras (cidade satélite
de Brasília), e assim que terminaram o chopinho, se dirigiram
imediatamente para lá. Antes uma pausa rápida
na padaria. Compra uns pães de queijo, uma cervejinha
importada e cara e Bubu ganha uma cantada escancarada da
jovem atendente, na frente de todos presente no recinto. Já
era um sinal do que estava por vir, a noite prometia.
Devidamente abastecidos pegaram
estrada e logo chegaram ao local. Apesar de atrasados, a banda ainda estava
tocando. Eles pegaram uma mesa próxima ao som. Devidamente instalados e
com a bexiga vazia, foram decidir juntos o que beber. Menino, que dentre eles é o
que pega mais leve, no dia resolveu que iria ficar naquele modelo, foi quem
escolheu a pedida.
Um combo de vodca importada + algumas
caixinhas de água de coco. Aquela tentativa de beber e ao mesmo tempo
hidratar o corpo. Todos toparam!
Mais uma vez trataram de fazer
amizade com o garçom e assim garantiram atendimento
privilegiado.
Sentados e ouvindo a banda tocar, os
penetras foram consumindo aquele combo, como se fosse cerveja ou água.
O copo chegava à metade, eles prontamente já
completavam. E em menos de uma hora a garrafa já tinha passado da metade.
O amigo músico
se juntou a mesa, assim que acabou o show. Chegou sugerindo opções
do que fazer pós-bar.
Eles queriam sair dali e cair direto
em uma festa para poder curtir tudo aquilo que estava sendo ingerido.
O plano principal era cair na noite,
para eles poderem cair em cima da mulherada. Esse era o foco e objetivo naquela
noite.
O amigo músico
se agilizou e foi atrás do rabo de saia garantido e os
penetras ficaram ali confabulando para onde os três iriam.
Obviamente que a bebida já
tinha subido e eles já estavam mais soltos e com menos
controle corporal. Zé do Pré, uma
pessoa bem expressiva, foi contar uma história e se empolgou. Utilizou as mãos euforicamente
e quando viu já tinha causado o estrago. Foi total cena de filme. Sua mão
direita super elétrica e bêbada,
encontrou em seu caminho um garçom que trazia na bandeja 3 copos de chope,
para servir a mesa ao lado. O golpe foi certeiro, pegou embaixo da bandeja e
pelo menos um copo caiu inteiro em cima de uma mulher, que estava com as costas
de fora e foi toda contemplada com aquele banho de cevada.
Zé do Pré e Bubu tiveram uma crise de riso
instantânea. Eles mal conseguiam se desculpar de tanto ri. O garçom
que teve sua bandeja atingida ficou bravo, muito bravo e foi logo apontando
para o namorado da moça quem tinha sido o culpado da tragédia.
O Menino tentou pedir umas desculpas
e contornar a situação, até que Zé pudesse se recompor e ir diretamente
se redimir com a mesa banhada de chope.
Passado o episódio
hilário, a garrafa foi cada vez mais chegando ao fundo e secando. Era
hora de pagar a conta e cair na gandaia.
Para onde ir?
"Tem uma amiga minha que esta
saindo, mora aqui perto, vamos ver com ela de qual é
pra hoje!", sugeriu Bubu.
Sem vergonha na cara, Zé pegou o telefone e ligou para a
gatinha. Papo vai, papo vem, eles acabaram convencendo a menina a se juntar aos
penetras no bar.
Só que o Menino estava com fogo na roupa e queria
curtir por ali mesmo. Sugeriu dos penetras caírem para algumas baladas sertanejas,
ou bem do povão. Essas que onde as mulheradas estão
bem soltinhas.
Ideia negada imediatamente pelos
outros dois.
Eles começaram
a considerar a hipótese de irem para festa de comemoração
de uma balada conhecida na cidade. Só que eles praticamente teriam que
voltar de onde eles saíram à tarde. Menino não
estava gostando muito dessa opção, mas na hora acabou sendo voto
vencido, valeu a democracia dos mais velhos. A Gatinha acabou demorando a
aparecer no bar e eles acabaram combinando de encontrá-la
também nessa festa.
Por fim eles voltaram pra cidade para
ver como seria essa festa, a festa do Quinto...


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